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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poesia para inspirar quem não sabe dizer TE AMO!






Hoje estou poético, que a energia das minhas palavras invadam através dos olhos de quem as ler e possa tocar, encantar e inundar de amor seus corações!







Surgiu do nada tão de repente...
um amor assim eloquente...
que nenhuma palavra pode dizer
a VERDADE que sinto por
VOCÊ!

Está no jeito de te olhar...
um amor assim que não se pode negar...
e nem mil palavras podem dizer
o que meus olhos gritam por você!!
Não sei musicar, transformar em letra de canção
mas sei que não há música melhor
do que aquela que toca nas batidas de
um coração
Sim está além das palavras
esta além de um simples querer
só quem ama pode entender
como um simples olhar pode dizer
TE AMO!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saber ser bom perdedor é saber ganhar!

Perder - do latim perdere 1 - Ficar sem a posse, sem a propriedade, sem o domínio de2 - Sofrer dano, perdar ou prejuízo. 3- Desorientar-se, errar o caminho 4- Deixar fugir, não aproveitar... (segundo dicionário Michaelis)

É bem verdade que vencer é muito prazeroso, não vou negar, mas as vitórias mascaram pontos em que devemos evoluir, gerando muitas vezes comodismo e vaidosismo exagerados, afinal o que aprender na vitória?
Uma vez que se está ganhando pouca ou nenhuma motivação há para se mudar. Como ver onde evoluir sem algo te instigando à novas buscas, desafios... a não ser a própria inquietude da alma?
Que a derrota pode abalar a auto-estima e não é de fato uma experiência agradável, sim, concordo, mas sendo bem digerida, pode mostrar claramente que, se a busca é por melhores resultados, devemos nos movimentar ao encontro de novas soluções, escancarando exatamente o que estava camuflado pelo êxtase das comemorações...a inércia esta morta!
Nesta hora é que se conhece o bom perdedor ou o grande ganhador, aquele que se entrega à lamúria e a questões que não resolvem a situação, ou ele se revigora e aprende com as adversidades e retoma o domínio de seu destino.
Aceitar a derrota, é se adjetivar, é usar a situação como pretexto para não dar o seu melhor ou para não finalizar algum projeto. Um grande símbolo de superação é a da maratonista suiça Gabriele Anderssen que chegou no limiar de suas forças ao final da Maratona na Olímpiada de 84. Não importava para ela se ganharia ou perderia a prova no contexto da competição, mas sim de fazer o seu melhor e terminar àquilo que ela havia se proposto começar! E se tornou um símbolo que jamais será esquecido por aqueles que presenciaram o feito!
O grande vencedor e/ou o bom perdedor são aqueles que sabem comemorar com estusiamo as suas vitórias e vêem nas derrotas como momentos para reflexão e ponte para atingirem novos estágios em sua evolução pessoal chegando quase até a comemorar tal a satisfação que têm com o aprendizado.
Em resumo ser mau perdedor é ficar parado no tempo se lamentando, sem aproveitar o que a vida traz para se refinar e se tornar uma pessoa melhor .
Faça o seu melhor sempre!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Parte 4 - O Touro - Um Leão, Um guerreiro, uma gira - Um sonho ou realidade?



...ouço uma música, seu ritmo logo se apodera de meu corpo, instantes minha razão embarca numa carruagem de nuvens do Deus Hypnos e tudo o que se segue é o mais puro relato de uma realidade que muitos não conseguem ver...estou distante do corpo do guerreiro...um sorriso me chama a atenção e me viro...a minha frente uma pequena estrada indo por uma mata fechada, sigo o caminho até que chego à uma escadaria feita na rocha, simbolos místicos estampados na parede me mostra que estou entrando em um lugar sagrado...
Nuvens densas de fumaça com um aroma adoricado encobrem a visão para onde estou indo até que ela se dissipa e surge uma visão impressionante:
Uma linda mata surgira, e um portal ornado com flores e um recipiente ornado repleto de moedas de ouro...continuo a caminhar e noto inumeras pessoas congeladas, como que aguardando por algo que não acontecera ainda, expressões de fé e esperança em suas faces...algo que deveria ser aterrador...estátuas vivas!
e a fumaça volta a aumentar e deixando mais dificil visualizar o ambiente, quando ouço uma gargalhada...me viro quando um ancião com olhos brilhantes surge vestido de branco e abre sua mão esquerda e aponta com a direita para a entrada...parecia querer que eu doasse alguma moeda ...mas eu não tinha...para meu maior espanto quando fui abrir minhas mãos para mostrar-lhe isso surgiram duas moedas, uma em cada mão...
Ele apenas sorri e acena com a cabeça...vou até o pote deposito as minhas moedas e ao me virar o homem desaparece na fumaça que se intensifica...continuo a caminhar e percebo uma grande mesa à frente, arrumada para um banquete, muita bebida, comida, flores e velas enfeitando...mas algo está próximo à elas...abaixado...pessoas?
Só enxergo vultos pretos...e um explode erguendo-se numa gargalhada que arrepia a alma...só vejo seus olhos brilharem e tão rápido quando surgiu se misturou a fumaça...o cheiro da fumaça começa a me entorpecer os sentidos...minha alma se agita...olho para trás pensando em recuar e logo percebo inúmeros olhos, das estátuas vivas reluzem como me indicando para seguir em frente...
Uma brisa suave toca minha pele então e me viro...o aroma só podia ser ...sim é ela a cigana! Ela caminha e vira seu olhar na minha direção com um sorriso singelo e leva uma bela rosa ao nariz e aspira fechando os olhos para logo sumir na fumaça...
A necessidade de seguir em frente e encontrar respostas, mais esta visão me impulsionam a seguir em frente...o som das gargalhadas, respirações profundas aumentam, sons de batidas de pés no chão e as luzes das velas acesas dão um tom sobrehumano ao ambiente...outra visão...vejo como se um vulto de chapéu que me olha e ri debochoso...uma velha caminha encurvada batendo seu cajado com força no chão rindo...e ela me olha e mostrando os dentes ri e puchando sua saia vermelha e preta desaparece também na fumaça...
Estou envolto por ela agora...a fumaça assume formas assustadoras mexendo com minha percepção, fogo amarelado surge de rachaduras no chão...avisto uma armadura de cobre ao canto e uma espada...seja o que for que me aguarda meu instinto de proteção me pede para vestí-la e me preparar para uma batalha...e sinto que minha ação aumentou o frissom das gargalhadas...
me ergo e me espanto...chifres enormes surgem...olhos de fogo...rasgam o bréu e logo desaparecem...me viro procurando onde foram...
e me arrependo do que encontrei...era um gigante negro como a noite, marcas de tridentes estavam marcadas em seu dorso...raspava os cascos com ferocidade rasgando o chão deixando um rastro de brasas, de suas ventas e de seus olhos explodiam labaredas de fogo e fumaça cheirando a enxofre...logo a sua frente um guerreiro ferido brandia sua espada com a mão direita tentando se posicionar para desferir um golpe certeiro, porém o que se viu foi a fera lançar sua fúria numa chifrada que acertou o peito do guerreiro que, antes mesmo que a dor o pudesse alcançar, teve seu corpo transformado em cinzas que se misturaram a terra...
...e as gargalhadas somaram-se ao som de tambores como a comemorar o triunfo da besta, quem se vira em minha direção, bufa cuspindo fogo e como para mostrar sua força destroi restos de armaduras que se encontravam próximo, como numa dança preparatória para um novo combate...
...é incrível mas admirei o poder daquele verdadeiro golias...não havia um ponto fraco sequer na sua estrutura feita sabe-se lá de que matéria divina...novamente ele raspa o chão como fizera anteriormente, o fogo que sai de seus olhos aumenta e as marcas de tridentes no seu dorso flamejam como se feitas de lava vulcânica num laranja avermelhado...
...respiro fundo e olhos aos céus, e desta vez como para iluminar meu último suspiro surge a Lua escoltadas por uma estrela entre as nuvens...fecho os olhos para guardar esta visão maviosa e a resposta surge em minha alma...rapidamente largo a espada e dispo-me da armadura...as gargalhadas assumem tons diversos como se a zombar e a não entender minha loucura...sinto a energia do touro inflando...corro até a mesa preparada para o banquete e encontro o que preciso...uma rosa vermelha...linda, delicada, perfumada, tal qual a que eu vira com a cigana, quiça seja a mesma...
A recolho com ambas as mãos e viro-me para o touro...segue um silêncio sepulcral...e uma inquietude toma conta do ambiente...pé após pé me aproximo da criatura que prepara o seu ataque...estico meu braço esquerdo em sua direção com a rosa na mão...e a fera se lança contra mim...fecho os olhos e aguardo em paz o desfecho...quando de súbito o touro breca ante a flor e aproximando suas narinas aspira o seu inebriante aroma...se ajoelha e fica fitando sua beleza, toco os chifres e a cabeça do animal com minha mão direita acariciando e toda a energia destrutiva do animal se dispersa e uma luz rósea emana dos olhos e das marcas do touro envolvendo-nos...e o silêncio é quebrado pelas gargalhadas, sons de batidas de pés e cajados....
...
abro meus olhos sentindo muita energia pulsando dentro do meu ser...a fumaça se desfez e a minha frente está um enorme pilar em pedra, fechando um portal...nem mil homens o moveriam calculo...mas algo me move para tentar...e o incrível acontece...meus olhos brilham tal qual o touro e sinto fogo correr nas minhas costas e ao tocar a pedra com apenas um das minhas mãos ela se desmorona...
e o incrível acontece...os corpos congelados ganham vida, seus corpos se iluminam e andam na direção do portal agora aberto...há felicidade em suas feições e então todos se transformam em pássaros de luz e passando pelo portal se espalharam pelo fimamento se confundindo com as estrelas...
Quando retomo à mim mesmo percebo que já não estava mais onde acabara de acontecer tudo, voltara à estar ao lado do guerreiro, flutuando ainda no ar, o Leão me fita e meneia com a cabeça...mais uma vez me sinto fundir ao guerreiro e antes do torpor me dominar, mais uma vejo ao longe a cigana sorrindo....
...
E detrás das estrelas surgiu um Leão, que ao meu lado sentou e rugiu para a Lua...distante numa montanha, um touro negro e uma cigana à sorrir nos observavam...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E minha alma grita Valeu ZUMBI!


...Toda consciência é intencional...que todo negro, que todo descendente de negro, que todos que se revoltam contra qualquer atitude, pensamento, manifestação racista, mostre toda a sua intencionalidade, toda a sua consciência e saiamos pelo mundo saudando àqueles que deram a sua vida pela libertação de todos aqueles que foram escravizados e que ainda hoje sofrem de um preconceito irracional e descabido.
Para quem não tem a pele com pigmentação advinda da melanina que cobre nossos corpos, é comodo negar a existência de preconceitos, mas só quem a tem, pode dizer o que viveu e o que deixou de viver no mundo dito moderno e liberal, mas que ainda é habitado por pessoas com padrões ou conceitos preconceitos e racistas.
Desejo que no dia de hoje, da consciência negra, todos, não importe a cor de suas peles, não importa a sua dita etnia, feche os olhos e sinta, veja, acredite e faça deste mundo, um lugar onde nunca mais a cor de uma pele, o lugar onde alguém tenha nascido, os bens que possui, ou sua crença, entre outros preceitos preconceituosos, influenciem e sejam mais importantes que aquilo que a pessoa realmente é...que a verdadeira manifestação de sua alma, de seu coração.
Que algum dia, o brilho de um sorriso seja o bem mais valioso para todos.
Valeu pela luta ZUMBI, valeu pela luta todos aqueles que deram sua vida pelo fim de preconceitos!
...
Segue um textinho em homenagem à este grande herói negro!
...
...os pés afundavam nas folhas caidas era díficil encontrar um chão firme...as algemas pesavam nos tornozelos, cortando minhas carnes...galhos baixos, pedras, musgos...não conseguia ver nada, apenas um pensamento me guiava...fugir...correr...correr...e correr...
Apenas a luz da lua minimizava a cegueira que o breu da noite me impunha...o som de cães latindo e de homens praguejando já tinha sumido e se misturado aos sons da noite...mas ainda assim uma voz que vinha do meu peito dizia mais alto...não pare...
O tumtumtum do meu coração...somado ao medo de ser pego e castigado me impulsionavam à frente...mesmo que o peito ofegante e a dor nas carnes pedisse para que parasse...e minha mente me trazia a lembrança de momentos de minha existência que eu sempre lutei para entender e mudar...
Não entendia o pq tinha que servir à pessoas que maltratavam aos meus iguais...não entendia o pq a minha cor impedia me de ser aceito, de ser ouvido, de sonhar até quiçá de realizar...achava que havia algo de diferente no senhorio, mas um dia vi a sinhazinha cair do cavalinho e ao machucar vi que ela sangrava...e seu sangue era vermelho...ainda lembro dela caida perto de mim...eu passei a mão no seu sangue e meu sentimento dizia...somos iguais ela é igual a mim...eu sorria, mas logo uma bofetada do capataz me colocou desmaiado...tinha apenas 4 anos e descobrira da pior maneira que o sangue de uma branca não é motivo de alegria para um negrinho...
Desperto, mais uma manhã, pouco o que comer...muito o que fazer...o senhorio exigia que seu cavalo estivesse bem alimentado, escovado e celado para sua cavalgada matinal...ainda lembro do que acontecera com Kwembo, tinha sido espancado até a morte por ter ousado comer antes de alimentar o animal...restos...comemos restos de um cavalo...
Mas hoje seria a última vez...
...
Retorno ao presente...cães...não...não é possível...como...como me acharam...não consigo mais correr...mas não posso parar...tropeço...me ergo...santa...santa...um dos cães me alcança...se não for rápido os outros surgirão...e os caçadores...ajo rápido...apesar das patas me arranharem o peito...minhas mãos decretam que o último som daquele animal é um ganido abafado e dolorido...
jogo o que a carcaça daquele pobre animal...caçador de carne negra e me afasto...tenho que prosseguir...
...
O medo infla minha alma...a Lua está linda...mas não terei chance de admirá-la se não encontrar abrigo...mas não voltarei...hoje sou livre...morrerei lutando pela minha liberdade...
...
as lembranças voltam...
...
ainda lembro dela... Amiana, com sua pele macia...sua voz maviosa que cantava todas as manhãs músicas de nosso povo vindo da África...era linda...eu a amava...mas o Senhorio, maldito, desejava todas as negras que eram como seu gado e apesar de espancá-las durante o dia...as noites saciava a sua devassidão obrigando-as a deitarem em sua cama...mas ai daquela que acordasse lá...coitada...
...
A vergonha foi tão grande que Amiana se matou enforcada com o próprio vestido...
...
Um som de um disparo...o cheiro de queimado e uma ardência no ombro me despertara para a triste realidade me alcançaram...estaria morto se não um milagre não ocorresse...mas como...como fugiria agora...
Me encostro ao pé de um jequitibá gigante, agarro um galho seco e aguardo para o combate...que pelo menos tenha a chance de um corpo a corpo...
Morreria...mas lutando...o ferimento sangra...manchando minhas poucas vestes e o lenço que ela tinha amarrado no meu braço para que lembrasse dela...
A minha maior alegria e a minha maior desgraça...mais uma vez a lembrança vem a mente...
...
Aquele olhar não era igual aos outros...em principio achara que era de deboche...mas percebi...era desejo...um olhar desejoso e temeroso... e aquele olhar me atraiu...logo não era apenas mais um olhar, mas mãos, cabelos, pele e suor se misturando aos meus...
mas era alva...como poderia se misturar comigo...e antes que conseguisse elaborar o que tinha acontecido...logo repetimos aquilo tantas outras vezes...sempre escondidos...sempre de forma oculta...mas no meu peito algo não se ocultava mais...um sentimento crescia...por uma branca...
...um sentimento proibido...um amor impossível...
...
O grito eufórico dos caçadores ao me cercarem e virem com seus facões talvez fosse o decreto de que o último suspiro deste ser tinha chegado finalmente...
...
Mas outros gritos se sucederam, abafando e mudando aquela aparente realidade...só ouvi o desespero dos caçadores numa única voz...ZUMBIIIII....ZUMBIIII...ZUMBI...e um a um foram tombando...
...
Surge um negro forte, e outro, e mais outro logo vários estavam ao meu redor...quando a roda se abre, surge um em vestes brancas...não como um principe, não como um santo, mas como um líder iluminado...ainda lembro seu sorriso e sua mão estendida a me erguer...
...
ZUMBI...eu tinha encontrado ZUMBI...o Rei Negro dos Palmares!
...
E a partir daquele instante eu sabia...a luta pela realização dos meus sonhos e amores estava apenas começando.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Parte 3 O Leão, o Guerreiro, uma Gira, tudo um sonho ou realidade?


(Parte 3 inacabada, termino quando o sonho continuar amanhã)E de repente me sinto leve, como flutuando fora do meu corpo, e assim permaneceria nesse transe espiritual se algo não me interrompesse...sons!
...ouvia-se o crepitar da fogueira, no céu escuro estrelas e a Lua, o cheiro do mato era trazido por uma brisa suave e se misturava ao da lenha queimando, as arvores e um rio próximo ao mar completam a paisagem bucólica, todavia o que acontecia ali não era algo tão comum...
Ajoelhado e entoando canticos numa língua antíga um homem sem camisa ajoelha-se e olha para o céu, abaixa-se e encosta a cabeça no solo, a sua frente um cruz de seis pontas dentro duas velas e um punhal cujo cabo era de madeira trabalhada, cravejado com um rubi vermelho de cada lado e na ponta via-se entalhado um leão.
Pega o punhal, faz uma reverência à lua, e traga um gole de vinho que se encontrava numa taça, o que se segue é uma cena impossível de se acreditar...ele golpeia o próprio peito com o punhal e abrindo-o enfia mão esquerda e retira o próprio coração...que ainda pulsante é oferecido a lua e logo depois é colocado numa belíssima caixa...o homem fraqueja e se arrasta agora em direção a fogueira...esta quase desfalecido, pega uma tocha em usa o fogo para lacrar o peito aberto, em instantes o ferimento que deveria ser mortal esta fechado...o homem vira-se e ergue mais uma vez a caixa com o coração batendo aos céus e o lacra em seguida. Vai até a beira do rio e entra num barco...e segue até o mar...uma imagem feminina surge e as águas do mar param...é possível perceber que o homem faz reverência e logo após ergue a caixa mais uma vez e a lança ao mar...
Continuo observando distante o homem que ao chegar a margem volta para perto da fogueira...pega um pano branco e limpa o sangue que secara na cicatriz no seu peito...em seguida veste trajes que mostram que não se trata de um homem qualquer mas de um guerreiro de um clã que outrora fora muito poderoso.
Ele se vira para a lua, sua face porém não demonstra mais nada, é vazia...entretanto uma lágrima escorre de seus olhos...ou seria suor...
...
...
...
...ainda tento elaborar o que vejo quando sou transportado pelo vento para bem longe...

...o mar balançava o pequeno barco com força dando impressão de que o viraria a qualquer momento, vento forte e gelado, a cada respirada acumulava energia e erguia mais alguns centimentros, estava muito pesada mas nada impediria de trazer a tona o que a rede trazia presa consigo.
Olhava o céu e o que via era um sol brilhante, um sol místico dando mais energia a este corpo feminino...sentia que não estava sozinha...sentia que havia mais alguém ali...observando.
Mais um puxão ero possivel sentir a carga mais pesada, quando chega o momento do último impulso para erguê-la ao barco.
Muitos peixes e algas...logo é visivel uma caixa escurecida pelo tempo e musgos...oque terá em seu interior?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um leão, um guerreiro, uma gira...tudo real ou um sonho? Parte dois.


A noite estava maravilhosa, deito na cama e olho pela janela o céu estrelado, fico a procurar a Lua enquanto meu coração se admira com a beleza da vida e mergulho num sono profundo...
e lembranças (?) de um sonho (?) recomeçam...
...
Sinto uma energia me separar do guerreiro e logo estou me distanciando dele, por instantes minha atenção que era total para o que ocorria com o guerreiro se volta para mim mesmo...tento me ver apesar da fumaça e percebo estar com meu corpo vestido por uma túnica acinzentada, digo corpo pois não consigo definir o que sou pois não sinto minha matéria...mas sinto tudo o que esta a minha volta, sinto calor, a fumaça, os odores, os sons...
Estava refletindo com o que acabara de acontecer ao guerreiro entendendo o que o leão estava fazendo por ele e porque aquilo me trazia alento, quando ao ouvir um sorriso feminino mudei o foco de minha atenção.
Ao vê-la entre a fumaça, resolvi que deveria ir ao se encalço, talvez ela soubesse me explicar o que era tudo aquilo e onde estava. Parecia que ela não queria que eu falasse com ela ali, pois corria, mas sempre que eu a perdia ela cantava ou sorria para que a visse, e ao vê-la notava que ela parecia dançar e ao mesmo tempo interagia com o ambiente em que estávamos.
Acreditei que finalmente a alcançaria junto a algumas rochas, quando sou traido mais uma vez pela minha percepção prejudicada pelo calor e pela fumaça...em princípio uma rocha diferente me chamara a atenção (ver texto parte 1)...mas logo um som de água corrente me fez partir em busca de sua origem, corro a medida que o som da aumenta e me deparo com uma paisagem diferente...verde, viva, florida!
Uma cachoeira surge do nada não consigo ver de onde cai por causa das pedras de da fumaça que forma um nuvem densa e em tons que vão do branco ao vermelho, devido as energias do lugar. O aroma daqui é mais agradável e me tranquilizo...tudo começa a ficar mais claro, quando vejo o leão do outro lado da margem ele me olha e caminha em direção a mata que densa que há ali...teria me fixado nele mas eis que surge uma mulher do outro lado...vejo seus trajes..."É uma cigana!" Não percebo suas feições, apenas noto tons pastéis em sua roupa, rosa, branco...
Curioso que sou, e em busca de respostas começo a caminhar nas águas...muito fundo e a corrente é forte...retorno...como atravessar? olho para a cachoeira...há muitas pedras ali...talvez consiga...
Ando pedra sobre pedra, sentindo a força das águas não só me molhando mas me lavando e me trazendo a sua energia, cada passo a dificuldade aumenta, mas também aumenta a minha limpeza e minha energia!
Sinto tocarem em minha pele plantas, como se elas quisessem participar do banho á qual estou recebendo...e minha força aumenta mais e mais, resolvo parar a caminhada abro meus braços, ergo minha cabeça de olhos fechados e solto um grito...toda aquela energia estava me transformando...algo me dizia ser necessário parar uns instantes e receber tudo o que era preciso.
Tão inesperado quanto começou a força da cachoeira diminuiu e resolvo continuar a caminhada ao outro lado do rio...
Ao chegar me ajoelho e respiro profundamente, não me sinto cansado mas renovado...e para meu espanto minha túnica não está mais cinza...está branca!
...
Ouço som de tambores e vejo o vulto da cigana correndo entre as árvores...sigo-a novamente...logo estou novamente perto do guerreiro...
...
Sinto que tenho que me fundir à ele novamente...ouço tambores, ouço palmas...ouço um sorriso...é a cigana...mas não posso dar atenção à ela neste momento...o guerreiro precisa de mim...
...
a fumaça volta a me entorpecer...o calor não me incomoda mais...sinto que ele me solda ao guerreiro...perco os sentidos...mas antes sinto um toque feminino em minhas mãos e vejo o brilho de um olhar...
...
E detras das estrelas surgiu um leão, caminhou e sentou-se ao meu lado e juntos olhamos para a Lua!

sábado, 6 de novembro de 2010

Um leão, um guerreiro, uma gira...tudo um sonho? Parte 1


Sexta tive um sonho, como poucos nesta vida poderiam ter. Como ele começa?
Parte 1
Só lembro de muita fumaça...do coração acelerando e da perda dos sentidos...quando subitamente um estrondo como de tambores vindo do céu e o som de uma águia me despertam...vejo fogo, pedras, fumaça...e uma grande rocha distante...
Com uma espada na mão direita percebo que estou em trajes de guerreiro (concluo "-Sou um guerreiro...") dores pelo corpo denúnciam que estou muito ferido. De súbito um rugido me chama a atenção, havia mais alguém além de mim, me viro e vejo um vulto na fumaça, mas logo outro rugido me faz virar novamente e detrás das pedras surge um leão, as labaredas de fogo que rompiam entre as fendas na rocha não abalavam seu caminhar e apesar da fumaça o seu olhar vermelho sangue irradiava uma luz hipnótica que o tornava impossível não ser visto.
Me sinto dividir em dois e uma parte de mim se distancia(veja Parte 2) e apenas vê o que se segue, enquanto a outra, que fica, tudo sente. Logo o guerreiro se ajoelha e larga sua espada, estava por demais cansado de tantas batalhas, se fosse para mais uma não teria a menor chance...abaixa a cabeça sentindo o gosto do sangue escorrer pelos lábios, as feridas ardiam no peito e o coração numa aceleração descompassada denunciava o temor pelo que estava por vir. De súbito sentiu a pata gigante do felino contra o peito, mas não fora um golpe, mas sim o rei das feras estava aquietando a alma do guerreiro...era possível sentir a energia daquele ser fluindo através de suas garras e incendiando o coração e a alma do bravo que agora entregue sentia suas feridas sendo tratadas.
Como parte que acabara de ser separada também sinto meu peito arder e o calor e a fumaça envolver meu corpo ao mesmo tempo em que o Leão envolvia o guerreiro com sua energia, com fogo, com fumaça...A cena que se vê é chocante, o guerreiro se dobra e retorce, amparado pelo Leão não cai, é possível sentir sua dor...de repente um silêncio, o guerreiro abre o peitoral de suas vestes e de seu peito sai um vulto enegrecido que é esmagado pela pata do gigantesco felino.
Sem forças e sem o opoio da fera o guerreiro cai, no chão respira profudamente e com a pouca força que restou encolhe o corpo, curva-se e ergue a cabeça aos céus e num misto de alegria e dor solta um grito cujo eco deve ter sido ouvido por todo o universo...o Leão apenas o observa e do mesmo jeito que surgiu entre a fumaça se foi...
Um sorriso desvia a minha atenção e ao virar-me para o lado reparo novamente na imagem de uma sombra (talvez a mesma que tinha sumido antes do leão surgir penso) movendo-se como num bailado entre o fogo e fumaça. Embora a fumaça tenha atrapalhado num primeiro olhar, ao perceber a forma de um vestido, sei tratar-se de uma figura feminina. Corro para alcançá-la, entretanto sempre que penso chegar perto nada encontro a não ser fumaça que ilude e entorpece meus sentidos.
Meus ouvidos guiam minha perseguição, que segue a cadência de um bailado cuja música é esse sorrir feminino e delicado. Em minha última tentativa sem êxito vejo-a desaparecer entre o fogo e silêncio.
...
Nisto lembro do guerreiro, é preciso voltar para ver seu estado, me ponho a caminho mas eis que me deparo com uma rocha num tom diferente de todas as demais, talvez uma rocha calcárea, acinzentada, olho ao redor da mesma e vejo que é uma rocha especial, diferente de todas as que eu já vira na minha existência. Ao tocá-la com ambas as mãos me espanto ao sentir que contrastando com o clima quente e selvagem, ela é fria, quase gelada e com uma superfície aspera porém bem regular.

Todavia o espanto maior foi verificar que havia uma gravação numa lingua por mim desconhecida na parte inferior próximo a sua base, "- Talvez fosse a lingua dos anjos", cheguei a pensar...

Ouvir o som de batidas fortes em um tambor me faz lembrar e sentir que sou chamado até o guerreiro...corro o mais rápido que posso e para meu espanto ele esta deitado, mas não no chão mas suspenso no ar, sua espada está em pé também flutuando próximo a sua cabeça. Me aproximo e o observo...sua roupa antes suja e maltrapilha, esta reluzente e dourada, mal consigo ver as cicatrizes que haviam em seu corpo, resultantes de sua batalha, não há mais sangue em sua pele e sua face tranquila reflete que seu coração bate em paz.

Agora ao lado do guerreiro toco em seu peito, e ambos começamos a irradiar uma luz quenos envolve, sinto um calor e logo um fogo vermelho toma conta de mim, ardo sem me queimar e em poucos segundos viro uma fumaça branca e sou sugado para dentro do guerreiro...
Antes de ser totalmente sugado, olho ao redor...e para meu espanto não estou mais sozinho...há outras pessoas, com guias nos pescoços, charutos, velas, incenso...e o som do batuque deixa claro que estou agora numa gira...estou num terreiro...e minha última imagem é a de uma cigana dançando e acenando com um olhar e um sorriso doce para mim!
...
Não sou mais eu...e nem só o guerreiro é apenas o que era...somos dois...e agora somos um...apenas um...o que sempre fomos.
...
...
E detrás das estrelas um leão surgiu, caminhou até a mim e ao meu lado sentou e sorriu!